Gás de cozinha

Elisa opta pela rota certa e expande atuação por MT

A empreendedora, Elisa Maria Ehrig, começou em Lucas do Rio Verde e hoje tem ramificações em outros 22 pontos do Estado

A aposta em valores como certificação, procedência e qualidade representava, no ramo em que a empresária Elisa Maria Ehrig ingressava, era o caminho mais longo. E talvez lhe colocasse, num primeiro momento, em desvantagem em relação à concorrência local. O ano era 2004 e ela e o marido passavam a oferecer gás de cozinha em Lucas do Rio Verde (320km de Cuiabá) com produtos que cumpriam todas as exigências documentais e dentro das normas de segurança cobradas pelas autoridades. Naquela época, a observância dessas regras era precária e a informalidade uma característica do mercado. "Percebemos que existia essa porta aberta, um espaço que pudesse ser preenchido por pessoas que tivessem coragem de fazer a diferença e trabalhar de forma correta", relembra Elisa.

O primeiro passo foi obter o respaldo de uma grande companhia distribuidora do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que é combustível composto essencialmente por dois gases extraídos do petróleo, o butano e o propano, pode também conter, minoritariamente, outros hidrocarbonetos, como o etano. E é majoritariamente de uso residencial para o cozimento de alimentos. Vender este tipo de produto exige a observância de uma série de protocolos, dentre os quais fiscais e tributários.

A Supergás, comandada por Elisa na parte administrativa, sempre seguiu à risca as normas que regulam este mercado, atendendo os pré-requisitos definidos também pela fornecedora de seus produtos, a Supergasbras. Concorrer com uma maioria informal não era fácil, especialmente pela ótica do ganho financeiro, mas a escolha se confirmou como a mais acertada sob todos os pontos de vista, com destaque para o respeito ao consumidor.

Atualmente, a empresa sediada em Lucas do Rio Verde tem ramificações em outros 22 pontos do Estado e se orgulha de entregar toda a qualidade que promete. E tudo é acompanhado passo a passo por Elisa, mesmo que à distância, graças à tecnologia. "Contamos com um sistema eficiente que nos permite saber em tempo real como cada empresa está operando, as demandas, as receitas, a logística. Tenho que estar sempre antenada em tudo para gerenciar esse processo", acrescenta a empresária.

O processo de engarrafamento do gás é feito em Cuiabá e depois o produto segue para as unidades espalhadas pelo interior, atendendo municípios como Nova Mutum, Nova Ubiratã, Rosário Oeste e Nobres. Se a parte financeira e administrativa fica sob responsabilidade de Elisa, o setor de logística e distribuição é uma atribuição do seu marido. E a parceria vem funcionando perfeitamente. "Me sinto realizada e tenho cada vez mais motivação. O melhor é saber que nosso produto chega à dona de casa com segurança, qualidade e rapidez e que conseguimos reconhecimento do consumidor por esse trabalho", diz.

Embora a empresa inclua em sua atuação a entrega de gás industrial, o foco da Supergás é mesmo a demanda residencial. E a procura pelo GLP registrou picos de aumento durante a pandemia, uma vez que as pessoas passaram a permanecer mais tempo dentro de casa e, consequentemente, usaram mais gás para cozinhar. As oscilações de preço no valor do gás de cozinha, realizadas em nível federal, deixam impactos no mercado distribuidor, mas a empresa tem mantido o patamar de vendas dentro da normalidade. Desde 1994 em Mato Grosso, quando se mudou do Rio Grande do Sul, Elisa tem certeza que 'se encontrou' neste ramo. "Vou trabalhar na área até me aposentar", garante a empresária.